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Ascar completa 68 anos de assistência técnica rural


Assistência Social Rural. Esse é o princípio do trabalho da Ascar, fundada há 68 anos, no dia 02 de junho de 1955, no Rio Grande do Sul, e que permanece até hoje, através da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) prestada pela Emater/RS-Ascar.


"Comemoramos esta data significativa, que valoriza a importância da Extensão Rural para todo o público assistido pelos extensionistas. Quilombolas, indígenas, pescadores, assentados, agricultores e pecuaristas familiares e todos os públicos especiais, hoje têm muito a celebrar, pois a Ascar está na vida do rural do RS há todos esses anos, levando conhecimentos aos produtores e aprendendo muito com eles", destaca a presidente da Emater/RS, Mara Helena Saalfeld.


A presidente, que é extensionista da Emater/RS-Ascar há 40 anos, tendo atuado na região de Pelotas, ressalta que os extensionistas são considerados "da casa". "Somos um profissional que leva o conhecimento e entra pela porta dos fundos da propriedade. Participamos da vida profissional, econômica e muitas vezes social de cada produtor, sendo convidados para padrinhos de casamento e batizados e para participarmos de festas das famílias", avalia, satisfeita.


Mara Helena faz questão de expressar seu orgulho por ser extensionista, reafirmando a importância da Ascar no meio rural. "Esse trabalho de Assistência Social Rural só é feito pela Ascar", afirma. "Nos preocupamos com a qualidade de vida, com o conhecimento, com a produção e a produtividade e também com a seguridade de cada um dos assistidos. Por isso, esta é uma data que deve ser celebrada por todos nós, extensionistas e agricultores".


HISTÓRIA


Fundada no dia 02 de junho de 1955 para orientar o pequeno agricultor a acessar crédito supervisionado e desenvolver a agricultura e o bem-estar das famílias, a criação da Ascar teve como protagonista Kurt Weissheimer, diretor do Banco Agrícola Mercantil S.A. e primeiro presidente da Ascar. A primeira equipe foi formada por 28 extensionistas rurais, sendo 15 mulheres da área de bem-estar e 13 homens da área agronômica. O grupo fez o "pré-serviço" (treinamento) na Fazenda Ipanema, em São Paulo. De volta ao RS, os novos extensionistas colocaram em prática um dos mais tradicionais métodos de Extensão Rural, "visita às propriedades rurais".


No dia 14 de março de 1977, quase 22 anos depois da fundação da Ascar, que foi então criada a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), que se somou à Ascar. Juntas, a Emater/RS e a Ascar passaram a integrar o Sistema Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, sob a coordenação da então Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), que tinha como missão promover o desenvolvimento técnico-social.


Foi só em 30 de abril de 1977 que tomou posse a primeira diretoria da Emater/RS-Ascar, composta pelos engenheiros agrônomos Rodolpho Tácito Ferreira, no cargo de presidente; José Inácio Pereira da Silva, diretor técnico; e Edmundo Henrique Schmitz, diretor administrativo.


Na década de 1990, com a extinção da Embrater, a Emater/RS-Ascar passa a se relacionar com o Governo do Estado, por meio de convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura, sendo a responsável por executar a política oficial de Aters do RS. Começava uma nova etapa da Extensão Rural, com recursos provenientes de convênio com os municípios, Estado e a União.


Nesses anos, a Emater/RS-Ascar tem executado as principais ações, programas e políticas públicas, tornando-se referência no uso de metodologias de comunicação e de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters), atualmente atuando em parceria com as secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

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